Álbuns para Sempre, 41

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe às Siobhan Donaghy e ao LP Ghosts.





Álbuns para Sempre, 40

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe aos Royal Blood e ao LP Royal Blood.






Álbuns para Sempre, 39

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe aos Pink Floyd e ao LP Dark Side of the Moon.



Vamos de férias... até que enfim!

Demorou mas foi. O total de 10 pessoas e meia que frequentam este Blog (todas amigos - mais um gato - obrigadas a fazê-lo para afagar o meu ego), podem ficar descansadas da vossa obrigação. Mas só até dia 19 de Outubro, porque depois volto, OK? Eu sei quem vocês são...

Se não fores um desses amigos (ou o gato) e apareces-te aqui por acaso, não te desanimes, navega um pouco pelo Blog e pode ser que encontres algo que aches graça: Banda Desenhada; Música; Cinema; Séries de TV. Não digo nada de especial mas é mais divertido que uma colonoscopia.

Haverá apenas um tipo de post, aos Sábados, para os Álbuns de Sempre. É que estes não dão trabalho nenhum.

Fiquem bem e até logo.


Música à Quarta!


Todas as semanas, todos os dias e, quem sabe, todas as horas, são lançados inúmeros LP'sEP'sSingles. Não sou melómano, apenas um ouvinte. Selecciono o que oiço pelo estilo, pelos nomes de artistas que conheço, pelo que oiço na rádio, pelos algoritmos do Spotify e pelos gostos e sugestões dos amigos. Sei que apenas oiço uma pequena parte do que existe.

Álbuns para Sempre, 38

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe às Savages e ao LP Silence Yourself.



Os Trilhos do Acaso vol. 2 de Paco Roca na Colecção Novelas Gráficas III da Levoir/Público


Em Os Trilhos dos Acaso 2,  chega ao fim a proeza do soldado Miguel Ruiz e dos seus companheiros de La Nueve, um grupo de espanhóis republicanos que lutou sob as ordens do General Leclerc contra o nazismo.

Paco Roca desenterra a história deste grupo de militares comandados pelo francês Raymond Dronne e que a 24 de Agosto de 1944 entra de surpresa na capital francesa com um grupo de soldados espanhóis conseguindo a sua libertação da ocupação nazi.  Os franceses acreditam tratar-se de parte das tropas alemãs que se encontram instaladas na cidade, mas depressa se apercebem que não, estes soldados vestem uniformes dos Estados Unidos, mas neles têm cosidas uma bandeira vermelha, amarela e roxa. São os soldados de La Nueve, a companhia de choque da II Divisão Blindada do general Leclerc. 

La Nueve foi dotada de armamento procedente dos Estados Unidos e muitos dos seus blindados e veículos foram baptizados com nomes de batalhas da Guerra Civil espanhola, como Ebro, Teruel, Guadalajara, etc.

Quando De Gaulle desfila pelos Campos Elísios tem ao seu lado em lugar de honra os militares de La Nueve.

Em palavras do autor Paco Roca: “ …a trajectória daqueles espanhóis estava cheia de aventuras e sofrimento, o mesmo sofrimento que viveu parte do meio milhão de exiliados no final da Guerra Civil”.

Em 2014 esta obra recebe o Prémio da Crítica para Melhor Argumento Nacional e ainda o Prémio Melhor Obra de Autor Espanhol no Salão Internacional do Comic de Barcelona.

Os Trilhos do Acaso 2 tem posfácio à edição espanhola do conhecido especialista da história das Brigadas Internacionais Robert S. Coale.

Paco Roca termina este livro com os agradecimentos a todos os que o ajudaram, não só com as suas histórias, mas também com os seus conselhos, ensinamentos ou o empréstimo de livros, que um dia devolverá.

Parafraseando Paco Roca: “Lutar pela liberdade é tão necessário como respirar”.

Características:
Formato -170x240 mm
Nº de páginas – 168
Cor





Música à Quarta!


Todas as semanas, todos os dias e, quem sabe, todas as horas, são lançados inúmeros LP'sEP'sSingles. Não sou melómano, apenas um ouvinte. Selecciono o que oiço pelo estilo, pelos nomes de artistas que conheço, pelo que oiço na rádio, pelos algoritmos do Spotify e pelos gostos e sugestões dos amigos. Sei que apenas oiço uma pequena parte do que existe.

O mundo de Isabel Greenberg - Encyclopedia of Early Earth e The One Hundred Nights of hero




Isabel Greenberg não vive no nosso mundo. Vive numa terra do longínquo passado da nossa chamada Early Earth. Foi ela quem a criou, foi ela quem a habitou com múltiplas histórias. Histórias que falam de deuses de bondade e deuses egoístas, ditadores e mesquinhos. Histórias de amor redentor e de amor salvador. Histórias sobre luas que se apaixonam por humanos. Histórias sobre meninas que se escondem dos pais para poderem dançar. Histórias sobre o gelado norte e o solarengo sul. Histórias sobre histórias e como elas podem salvar um mundo.

Isabel é britânica e não o esconde. A tradição de "contador de histórias" que faz parte do DNA de alguns autores das ilhas britânicas está-lhe no sangue. Quem leu o Sandman de Neil Gaiman sabe do que falo. Da capacidade destes autores em transformar a arte de um conto que começa com o simples "Era Uma Vez...". Eles rodopiam as palavras e voltam a uma forma mais original, mais pura, da cadência das frases. Reduzem-nas ao essencial, ao pseudo-infantil, para dar-nos uma verdade e um real mais próximo do dos primeiros contos. As histórias de Isabel são contadas da forma a mais simples possível mas nisso revela-se uma artífice da palavra escrita. Consegue transmitir o complexo e o adulto através dessa simplicidade. Não vou tão longe ao ponto de dizer que os seus livros podem ser lidos por todas as idades, porque não podem. Alguns contos são recheados de sangue e vingança. Povoados por seres egoístas e vingativos. Mas são sempre, como um leit motif, histórias de amor, histórias de perseverança, de esperança e de luta.

Os dois volumes de capa dura que já foram publicados pela autora, Encyclopedia of Early Earth e The One Hundred Nights of Hero, começam como sendo histórias de amor e histórias de uma cosmogonia imaginada. Os seus heróis e heroínas devem sofrer pelo amor que têm um pelo o outro. Sofrer às mãos de deuses e de homens. Para sobreviver recorrem à sua capacidade de contar histórias, que se encadeiam, acumulam e reflectem umas às outras, como uma matrioska de espelhos. São estas histórias que preenchem de forma literal as páginas destes livros. No primeiro fala de um homem incompleto na busca da parte de si em falta. Para isso viaja pelo mundo contando histórias. No segundo, um casal de mulheres apaixonadas sobrevivem à conta de um engodo igual ao do das Mil e Uma Noites. A paixão é a base por onde Isabel começa sempre os seus relatos, mas vai mais fundo, amontoando contos em cima de contos, contadores em cima de contadores, até que estamos emaranhados no labirinto das suas palavras... mas nunca perdidos. Essa é uma das artes da autora.

A escrita e desenhos de Isabel Greenberg são enganadoramente simples. Os seus contos são sobre histórias e sobre a forma como elas moldam o mundo. Elas são tão antigas quanto a palavra e aí não existe nada de simples. Dois dos meus livros favoritos do ano.

Logan Lucky de Steven Soderbergh (Sorte à Logan)

Steven Soderbergh estava afastado do Cinema. Disse mesmo que não queria regressar. Queria agora dedicar-se à TV. Produziu e realizou a brilhante série The Knick, focada num hospital em Nova Iorque no início do século XX. Pelos vistos algo ou alguém (ou os dois) conseguiram mudar as ideias ao realizador. E ainda bem para nós porque este Logan Lucky não seria o mesmo filme se não tivesse Soderbergh por detrás da câmara. Não é apenas ele a estrela da banda mas é mais importantes dos elementos. Os outros são os actores escolhidos a dedo. Uma passadeira vermelha de talento.

A história é terreno familiar para Soderbergh e companhia: um heist movie (todos reconhecemos Ocean's 11, 12 e 13). Mas desta vez podemos acrescentar um sub-género, ou melhor uma geografia e uma cultura: um heist movie passado no sul dos EUA e impregnado da cultura dessas latitudes. Actores e ritmo desenham a paisagem muito americana do estado de West Virginia, de Charlotte e das corridas de NASCAR. Aqui há hillbilly's, blue-color workers que fazem o que podem para conseguir mais um dólar na sua carteira. É a descrição de uma cultura, misturada com muito humor para, ao mesmo tempo, a ridicularizar e enaltecer.  Há espaço para tudo neste delicioso filme, divertido do início ao fim, com actores que não só são brilhantes como parecem estar a divertir-se à grande. 

Adam Driver é uma das estrelas do grupo, com uma interpretação controlada, serena e cheia de personalidade. Daniel Craig é quem atrai mais as atenções já que estamos a falar do mais recente James Bond numa interpretação que nada tem a ver com o agente secreto. Apesar de conseguir entrar completamente no mundo rural dos EUA fica como uma curiosidade excêntrica bem explorada. Channing Tatum é o protagonista e o fio moral da história mas, ainda assim, eclipsado por Driver e mesmo por Craig. Riley Keough continua a ser uma revelação, depois de American Honey e da série de TV The Girlfriend Experience, cada vez mais assegurando um lugar seguro nos canto dos actores corajosos.

Logan Lucky é resultado de uma colaboração deliciosa entre realizador e actores, de um capitão de equipa completamente seguro da sua arte, que sabe-se estar lá mas que deixa o diálogo e talento da representação respirar. Um filme a não perder.